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Sabes tão doce a esperança fugaz Prendes-me o peito em atroz desespero Poupas-me o calor que o teu beijo traz. Vestes de silêncio a dor que sentes Calas-me a voz, de confiança perdida Ouves-me calma e serena de olhar Acenas vazia, a vontade esquecida. Manuel |
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